Dicas e Turismo

Salar de Uyuni – Primeiro dia

Depois de um rápido panorama no post anterior sobre nossa expedição de 4 dias (rsrs), agora chegou a hora de escrever de forma mais detalhada sobre cada um dos dias que passamos no sul da Bolívia.

Acordamos por volta das 7h e nosso querido Don Rubens veio nos buscar para levar-nos até a fronteira do Chile com a Bolívia.

A primeira pela qual passamos, obviamente foi a chilena, onde carimbaram nossos passaportes e um outro papelzinho que recebemos no ingresso ao país, no aeroporto (esse papel não pode ser perdido). Após esse processo, fomos em direção à fronteira para passar pelo controle boliviano.

Salar do Uyuni- 1° Dia_1

Apesar de ter lido muitas coisas pela internet sobre “cobranças indevidas” por parte das autoridades bolivianas nesse ponto da viagem, devo dizer que conosco, além disso não ter acontecido, foram extremamente simpáticos. Inclusive, nos disseram que 4 dias pela Bolívia seria pouco para conhecer o país.

O que observamos, é que assim como na entrada ao Chile, existem algumas nacionalidades que devem pagar uma taxa de ingresso. Se não me engano, norte americano é uma delas.

Minha dica? Se apresente com um sorriso do rosto, sem gaguejar e diga um alegre e amigável “Buenos Dias”.

Aqui, a estrutura é mínima (aliás, daqui até os próximos 4 dias, rs), e o único banheiro que irá encontrar será a parte de trás de um ônibus abandonado e enferrujado. Aproveite pois esse é gratuito. Os próximos serão quase sempre pagos.

Salar do Uyuni- 1° Dia_2

Após termos os nossos passaportes carimbados, fizemos o nosso café da manhã na van com o Don Rubens e passamos nossas malas para o 4×4 que seria o nosso transportes nos 4 dias que se seguiriam. Conhecemos também o nosso querido motorista Louis, o qual não temos palavras para agradecer a sua gentileza, educação e cuidado que teve conosco durante esses dias.

Os maiores problemas com esse passeio acontece com grupos que acabam tendo como motoristas pessoas que bebem muito e acabam se arriscando, indo por caminhos perigosos. Para a nossa sorte, Louis estava sempre 100% sóbrio e fazia questão de estar sempre junto com os outros jipes. Aqui, andar em comboios, é uma garantia de que se algo acontecer com o seu carro, vai ter mais gente para te ajudar. Isso sem contar as agradáveis conversas que tínhamos com ele e suas tentativas, quase que em vão, de nos ensinar um pouco de Quechua. A língua nativa do povo daquela região. (Agora você já sabe a origem do nome da marca de roupas e mochilas que encontramos na Decathlon, não é?)

Tivemos sorte também com o grupo que formamos para essa viagem. Geralmente são formados grupos de até 6 pessoas (mais o motorista). Mas em nosso caso, tínhamos um grupo de 4, mais o Louis. E o lado positivo é que as nossas malas foram dentro do carro (e não na parte de cima) e estávamos 100% bem acomodados. Com bastante espaço. Nossos dois integrantes eram ótimos: João e Matheus (ambos brasileiros). Dois meninos bem humorados, inteligentes e super agradáveis de se manter uma conversa. Ou seja, desde o início, tudo correu muito bem.

Após o café da manhã, já em nosso 4×4, começamos a nossa jornada. Mais uma parada burocrática seria necessária. Paramos para comprar o nosso ingresso à Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa, que guarda muitos dos lugares que veríamos. Nesse momento você precisa dizer se precisa do ingresso só de ida, ou de retorno também (para aqueles que retornarão a San Pedro de Atacama). O custo do nosso ingresso, com retorno, por pessoa, foi de 150 bolivianos, aproximadamente 50 reais.

Ingressos comprados, tivemos nossa primeira parada para conhecer as lagoas Branca e Verde (Laguna Blanca e Laguna Verde – que não estava tão verde assim). O que confere essa coloração às lagunas são os minérios nelas presente como bórax e magnésio. E a justificativa para que a Laguna Verde não estivesse assim tão verde, não sabemos ao certo. Mas as informações que tivemos e encontramos foi que depende do período do ano e da ação dos ventos. Seja como for, desejo que você a encontre em todo o seu esplendor. Mas se como nós, não tiver essa oportunidade? Coloque os seus óculos de sol e a verá mais verde do que nunca, rs.

Salar do Uyuni- 1° Dia_3

Salar do Uyuni- 1° Dia_4

Mais uma vez, a bordo do nosso 4×4, seguimos viagem com uma rápida parada no chamado Deserto ou Valle de Dali, cujas formações de pedras em meio a areia, nos fazem lembrar de seus característicos quadros. E mais para frente, paramos nas Termas de Polques, praticamente incorporada à Lugana Salada do Salar de Chalviri. Existe uma pequena casinha em frente, onde poderá se trocar. Mas aconselho a ir já com o biquíni por baixo e utilizar esse cantinho apenas para tirar a roupa molhada.

São águas vulcânicas a uma temperatura de 30 graus, mais quentes que as termas dos Géiseres del Tatio.

Salar do Uyuni- 1° Dia_5

E por falar em Géiseres, nossa próxima parada seria para conhecer os que encontram-se em solo boliviano, os Géisers Sol de Mañana. Potentes, que expeliam muito vapor e cheiro de enxofre por toda parte. Tomem cuidado ao andar por lá, um escorregão pode ser fatal!

Salar do Uyuni- 1° Dia_6

Depois disso, já estávamos cansados e nosso roteiro dizia que deveríamos ir para o nosso primeiro refúgio, onde dormiríamos nossa primeira noite, para deixar nossas coisas, fazer um lanchinho e conhecer, na minha opinião a mais belas das lagunas. A Laguna Colorada!

Se a Laguna Verde não estava no auge de sua tonalidade, a vermelha, meu amigo, estava um arraso! Vou econimizar palavras e mostrar logo a imagem. Veja só!

Salar do Uyuni- 1° Dia_7

Segundo nos contou nosso guia, existe uma espécie de alga que possui essa coloração e sedimentos no fundo também. Com o vento nas as águas, sedimentos e algas são movimentados e passam a dar essa cor à lagoa. E essa mesma alga, libera uma substância que fica presa nas penas dos flamingos, fazendo com que fiquem com algumas partes cor de rosa.

A esse ponto, o vento estava bem forte. Era hora de voltarmos para tomar banho e esperar o jantar ser servido? Não! Só aconteceria a parte do jantar mesmo, pois nesse primeiro refúgio não existia lugar para tomar banho. O jantar foi servido às 20h.

Salar do Uyuni- 1° Dia_8

Seria uma noite difícil pois o primeiro dia dessa excursão foi onde enfrentamos as maiores altitudes. Cerca de 4.200m. E a noite seria passada a altura também, que somada ao frio de 10 graus negativos lá fora e 5 dentro, chegava a assustar.

Mas passamos bem por essa, e mal podíamos esperar até o dia seguinte.

Dicas

- Não se esqueça de levar seus 3l de água comprados em território chileno. Não é aconselhável beber água daqui. Apenas escovamos os dentes com ela e nada aconteceu. Mas o João, nem isso arriscou, pois depois do Uyuni, seguiria viagem ainda pela Bolívia, para conhecer outras cidades.

- Manteiga de cacau ou protetor labial vão te ajudar.

- Leve uns snacks para comer no carro nos intervalos entre as grandes refeições.

- Leve alguns bolivianos extras para pagar para usar alguns banheiros (cerca de 5 bolivianos cada), snacks e bebidas como cerveja e vinho.

Links externos

Fizemos nosso tour pelo Uyuni com a operadora www.worldwhitetravel.com


Seja o primeiro a comentar

Ninguem comentou ainda.

Feed RSS para comentários sobre este post. TrackBack URL

Comente aqui

twitter

Me on Google+